Nascido no ano de 1914, em Udine, na Itália, o maestro e professor Sérgio Magnani passou a viver no Brasil em 1950, trabalhando como professor, em Belo Horizonte. Posteriormente, assumiu a Sociedade Coral de BH, tendo participado de grandes montagens líricas realizadas no Teatro Francisco Nunes, com temporadas de até seis óperas por ano.


Na década de 70 foi regente dos Concertos para a Juventude, que levavam ao Palácio das Artes jovens de todas as idades. Foi também regente titular das Orquestras Sinfônicas do Teatro Municipal de São Paulo, da Universidade Federal da Bahia e da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, além da participação na fundação do Coral Ars Nova.


Por sua representatividade e dedicação no campo da música e sua atuação nas áreas de pesquisa e magistério, recebeu o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte, a medalha Ordem da Inconfidência, a Insígnia do Mérito e a Comenda do Mérito. Em 1966, foi eleito músico do ano pelo júri do Troféu Pró-Música de Belo Horizonte. A relevância de sua atuação passa ainda pelo apoio à criação da Universidade Mineira de Artes (FUMA) e da Fundação de Educação Artística.


Patrimônio da cultura musical brasileira, Sérgio Magnani faleceu em 17 de fevereiro de 2001, deixando como resultado de seu trabalho a formação de gerações de músicos, instrumentistas, cantores e regentes. Aqueles que com ele conviveram o descrevem como uma figura humana singular.


Reconhecendo a importância de Sérgio Magnani, os associados do Instituto Cultural Clóvis Salgado decidiram, em 19 de julho de 2004, atribuir à então recém fundada entidade, plena de grandes ideais para contribuir com a cultura mineira, o nome de Instituto Cultural Sérgio Magnani, certos de que a trajetória deste regente de grandes orquestras, professor, conferencista e pianista seria sempre estímulo e exemplo para a conduta do ICSM em sua atuação nos diversos campos da arte e da cultura.